segunda-feira, 28 de abril de 2014

ASTROLOGIA & HOMEOPATIA: BELLADONA E O CONTROLE DE ESCORPIÃO

Belladona, Atropa
Planta do gênero Atropa nativa da Europa, norte da África e Ásia ocidental. Encontrada em solos úmidos, calcáreos, profundos e ricos em nitrogênio, pois sua raiz chega a um metro de comprimento. É da família das solanáceas, arbustos cujos frutos têm a aparência de cerejas escuras que concentram os alcalóides atropina, hiosciamina e escopolamina. Toda a planta (semente, raiz, caule, folhas, flores e frutos) é extremamente venenosa. Entretanto, em dosagem e concentração específicas auxilia o oftalmologista no exame paralisando e dilatando a íris do olho.
Sincronicidades:
Atropos é uma das três Moiras, deusas da mitologia grega responsáveis pelo destino humano, tecendo, medindo e cortando o fio da vida. Clotó representa a lua crescente e é a fiandeira que tece o começo da vida e de sua onda de possibilidades; Laquésis, a medidora, é a lua cheia que colapsa as possibilidades em fatos e oportunidades. Já Atropos, a minguante, desfere o término ao cortar o fio da vida.

Em 1700, foi Linnaeus quem denominou esta planta Atropa belladona, pois as mulheres a utilizavam desde a Idade Média nos olhos para dilatar as pupilas na intenção de se tornarem mais belas (bella donna = mulher bela). Também na Idade Média, a beladona fazia parte do “unguento das bruxas” que era aplicado sobre a pele, causando estados alterados da consciência como alucinações sobre estar voando por lugares surreais e outras experiências fantásticas. Muitos dos que prepararam o tal unguento acabaram nas fogueiras da Inquisição.
Paracelso atribuiu à beladona a similitude com o signo de Escorpião e indica uma fórmula contendo suas folhas secas e trituradas misturadas ao açafrão e à cânfora como poderoso perfume para afugentar as “larvas do astral”.
A analogia entre a beladona e Escorpião por Paracelso define uma das características deste medicamento elaborado a partir da diluição homeopática do seu princípio ativo cujo efeito é o auto-controle em surtos de raiva, violência e destruição. As “larvas do astral”, de acordo com Paracelso, são elementos que afetam a psique ou a alma do indivíduo por meio de ataques a seu corpo energético ou astral, provocando a mesma perda de controle por meio de obsessões e alucinações durante estados delirantes. A energia estável do signo de Escorpião requer compreensão das mais profundas emoções humanas e a percepção de seu poder de transformação. A sexualidade está inserida no arquétipo escorpiônico e conduz à percepção do nosso maior poder energético que é a Kundalini. Sabendo desenvolvê-la, podemos nos tornar conscientes do nosso propósito de vida e atingi-lo com saúde mental e física. Utilizando este poder de forma abusiva ou desequilibrada, nos tornamos vítimas de um destino controlado pelas Moiras e não participamos mais com nosso livre arbítrio. O extremo das profundas emoções não elaboradas expressam a sombra de Escorpião: raiva, descontrole e destrutividade.
Também faz parte do arquétipo escorpiônico o desejo de entender o oculto, o desconhecido, os portais da Morte. Mas, para isto, o mago em busca deste conhecimento deve recorrer sempre à luz e à consciência, sem perder-se no meandro da manipulação, dos vícios e enganos que o levam a queimar no fogo eterno infernal onde ameaçadores cães ou lobos negros o espreitam – alucinação cuja angústia pelo medo da punição o encaminha a seitas e religiões extremistas como mecanismo de defesa contra sua força kundalínica mal processada.
O medo da morte ou da putrefação após a morte também são características do desequilíbrio de Escorpião que resiste às perdas e mudanças naturais do ciclo vital assim como o incessante ciclo lunar (Moiras).
Portanto, na prática, o medicamento homeopático atua no sistema nervoso reduzindo a excitação extrema, alucinações e delírios violentos com possibilidade de acessos de fúria. O poder do mago que busca o saber oculto acaba se perdendo e a disciplina aliada ao auto-controle, dissipadas. Outro fator que leva o mago a perder o controle, pois nem tudo pode ser manipulado e conduzido conforme sua vontade, é a doença física que também representa uma situação que o subjuga e limita. Acaba se tornando um “anjo na saúde” e um “demônio na doença”.
Reações como bater com a cabeça, arrancar os cabelos ou, até mesmo, apresentar piora nos sintomas mentais por causa de um simples corte de cabelos envolvem os dois astros regentes de Escorpião: Plutão e Marte. Quando ambos estão em aspecto conflituoso, tenso e desafiador no mapa astrológico de nascimento, a tendência é o indivíduo incauto desenvolver reações impulsivas, repentinas, instintivas, violentas e muito destrutivas e que perdem o controle ao menor sinal de contrariedades ou algum revés. Podem chegar a agredir os outros fisicamente, pricipalmente, se o aspecto entre Plutão e Marte envolver o Ascendente. Marte também é regente do signo de Áries, análogo à cabeça no corpo físico (sistema nervoso, cabelo, cérebro etc). Irritabilidade, hipersensibilidade à dor e cefaléia também correlacionam Marte à beladona.
As amigdalites e outras inflamações na garganta são consequências do desequilíbrio do chakra laríngeo. A confusão mental originada por um sistema nervoso em mau funcionamento acarreta problemas na expressão verbal e na organização mental, principalmente, na expressão de sentimentos e necessidades que é um assunto intenso e profundo para o signo de Escorpião. Os problemas na garganta fazem parte apenas da manifestação física de uma desarmonia ainda maior em níveis mais sutis.

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

LUA CHEIA DE SANGUE E O ECLIPSE DA CONSCIÊNCIA

LUA CHEIA DE SANGUE E O ECLIPSE DA CONSCIÊNCIA
Abril e suas Possibilidades

O mês dominado pelo signo de Áries está pleno de novas possibilidades. Possibilidades arianas condizem com começo de novos paradigmas, lançar-se, experimentar sem receios e apegos.
A “lua sangrenta” (15/4 às 4:43 de Brasília) que prediz o “fim do mundo” nada mais é do que uma leitura semelhante ao final do calendário maia. O dia 21/12/2012 passou e ainda estamos aqui. Estamos? Apesar dos alertas maias e bíblicos, das profecias, agimos com o mesmo automatismo. Todos sabem que estamos mergulhando em crises dos mais diversos níveis e temas, mas as únicas reações comuns são o pasmo e a crescente ansiedade. Estamos aqui, mas falta uma parte: a parte da Consciência e do intelecto supramental.
E esta ansiedade vai crescendo conforme o tempo passa. Há 110 anos no Cairo, Aleister Crowley canalizou o Livro da Lei que traz promessas de uma nova era onde a ciência e a religião iriam fundir-se. Alguns anos mais tarde, no Livro de Thoth, Crowley afirma que a humanidade ainda vivenciaria 500 anos de trevas durante uma fase transitória até compreender o  paradigma do Novo Aeon, ou da Era de Aquário, cujo primado é da Consciência e a fusão da nova ciência com a espiritualidade. A partir daí, estaríamos perceptivos quanto à unicidade de tudo e de todos nós, seres inteligentes em comunhão com a Natureza.
“Eis porque a ansiedade é um fenômeno humano. Abaixo do homem não há ansiedade porque não há escolha. Tudo acontece como deve acontecer. Com a possibilidade da escolha, a ansiedade surge como uma sombra. Tudo tem de ser escolhido agora, tudo é um esforço consciente. Só você é responsável. Se você falha, você falha. É sua responsabilidade. Se você é bem-sucedido, é bem-sucedido. É novamente sua responsabilidade.” (A Psicologia do Esotérico – Osho)
A ansiedade mórbida é um reflexo muito negativo diante das possibilidades das representações arquetípicas que abril nos traz. Transformar esta ansiedade em energia ariana ou cardinal é a saída criativa que nosso intelecto superior unido à nossa percepção intuitiva é capaz de colapsar.
A energia ariana ou cardinal já está sendo estimulada desde o final de 2008 com a entrada de Plutão em Capricórnio e foi amplificada com Urano em Áries desde março de 2011. Os signos cardinais – Áries, Câncer, Libra e Capricórnio - simbolizam a ruptura criativa que desencadeia mudanças do “status quo”. Quando o Sol começa a transitar por eles, a Terra vivencia o começo de um novo ciclo, uma nova estação do ano que é demarcada pelos solstícios e equinócios.
A “cruz” formada no céu por oposições e quadraturas que terá seu auge, ou seja, a exatidão dos ângulos de seus aspectos entre os dias 22 e 23 de abril próximos envolverá os signos cardinais (Urano em Áries, Júpiter em Câncer, Marte em Libra e Plutão em Capricórnio) sugerindo a necessidade urgente de rupturas de condicionamentos, quebras de paradigmas, abandono da zona de conforto automatizada para que os conflitos internos e externos evoluam em liberdade, individualidade e resolvam-se em comunhão.

A libertação do padrão de constante ansiedade sobre o que vai acontecer no futuro vai gerar mais energia para a busca da verdadeira individualidade de cada um de nós. Sairemos do padrão caótico para nos unirmos aos outros e à Natureza em perfeita comunhão unicista, onde não há divisão nem conflitos como entre religião e ciência cujo distanciamento pendular só vem trazendo-nos prejuízos como guerras, destruição de recursos naturais e novas e mais resistentes doenças.
“ O homem tornou-se consciente. De certa forma ele transcendeu a Natureza. Agora, a Natureza não pode fazer nada, o último produto que era possível através da evolução natural veio a ser. Agora o homem torna-se livre para decidir se evolui ou não evolui.” (A Psicologia do Esotérico – Osho).
As corporações, os governos e os meios de comunicação não estão colaborando. Até mesmo alguns canais supostamente “espiritualistas e proféticos” apenas estão colaborando com a síndrome catastrofista e com a ansiedade apática. O interesse daqueles que precisam alimentar a matrix é que todos nós permaneçamos no medo e na letargia, nos rendendo à normose, ou seja, à uniformidade comportamental descrita por verdadeiros e iluminados profetas como Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo e George Orwell em 1984, também ilustrado no fabuloso filme The Wall do Pink Floyd. Uma realidade onde obras como estas são quase esquecidas ou deturpadas pelo veículo mais poderoso e hipnótico do nosso país em programas como Big Brother, o auge da diversão escatológica e inútil, devem nos alarmar! A normose automatizada é uma das “sombras” da Era de Aquário. Mas o alarme e a ansiedade não irão resolver muita coisa, cabe a cada um de nós buscar nossa individualidade, fazer nossa parte pois senão a “Nova Era” será apenas uma promessa distante e irreal.

Como disse Amit Goswami em uma de suas aulas, se a humanidade não despertar para a Consciência, o caos irá sobrevir. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. A exemplo dos signos cardinais, que estão presentes em nossa mandala astrológica e os arquétipos, em nossos corpos de manifestação: vamos acordar, fazer a hora e fazer acontecer?

domingo, 30 de março de 2014

ASTROLOGIA & HOMEOPATIA: BARYTA CARBONICA E A SENILIDADE


O mineral:
Carbonato de bário é um composto químico que ocorre em veias de minério de chumbo. Utilizado na fabricação de porcelanas, vidros, pigmentos, pesticidas. É a principal font
e de bário e seus sais. Também é usado para regulagem de cromato para peças decorativas e industriais.



Sincronicidades:A substância homeopatizada é recomendada para aqueles que sofrem de senilidade precoce ou qualquer tipo de disfunção no desenvolvimento mental, emocional, psíquico e físico. Todas as situações que envolvem retardo, limites e descompasso no desenvolvimento humano estão envolvidas com Saturno: o Senhor do Karma e do Tempo. Nosso mapa astrológico de nascimento é um resultado karmico e representa nosso estágio de desenvolvimento ao longo das nossas vidas ou encarnações das nossas mônadas quânticas até a encarnação atual. O desafio karmico imposto por Saturno compreende limites e obstáculos para o indivíduo superar e dar o salto quântico rumo a outro estágio evolutivo. Também faz parte dos ciclos saturninos a superação de medos, traumas e inseguranças típicos dos aspectos desafiadores deste astro.

O metal associado a Saturno é o chumbo em cujos minérios é encontrado o carbonato de bário (“o mineral” acima). O bloqueio no desenvolvimento psíquico e mental, quando pessoas idosas começam a agir como crianças, é simbolizado pelo contato entre Saturno e Mercúrio no mapa de nascimento ou por trânsito. Mercúrio corresponde à mente, à mobilidade e motricidade física, e ao intelecto individual. Baryta carbonica pode minimizar este bloqueio atuando no retardo, na insuficiência de comunicação e na dificuldade em concentração mental, tornando a mente mais flexível e o acesso aos processos intelectivos, mais fluentes.

A dificuldade em adaptar-se na sociedade, profissionalmente ou, até mesmo, em seu ambiente familiar sintetiza o contato de Saturno com o Ascendente a partir de outros pontos cardinais do mapa astrológico relativos à família (casa 4), relacionamentos (casa 7) e status profissional (casa 10).

O isolamento também é promovido por estes aspectos mencionados quando não reconhecidos e analisados.

A dedicação e meticulosidade em torno de alguma tarefa repetitiva como se fosse um mecanismo de defesa que evita o contato com seu próprio conteúdo psíquico ou emocional é também atributo do contato entre Saturno e Mercúrio, mas levando-se em conta a localização de Saturno na 12ª casa e Mercúrio na 6ª, opostos promovendo a dualidade entre o mundo prático e rotineiro (casa 6) e o trancendente ou inconsciente (12). O medo e a insegurança em acessar os conteúdos inconscientes provoca a obsessão por rotinas e trabalhos com excessivo detalhe e organização. A tarefa rotineira produz o efeito de auto-controle.

A apoplexia e a perda da vitalidade são advindas do contato entre Saturno e Marte, quando o indivíduo não consegue dirigir seu potencial energético, privou-se de seus instintos, vontades ou desejos, chegando aos limites da regressão afetiva e da misantropia. A atrofia dos órgãos sexuais e a falta de libido são sintomáticos.

Baryta carbonica pode ajudar na prevenção contra doenças degenerativas como a arteriosclerose ou, até mesmo, o mal de Alzheimer, cuja tendência pode ser identificada através do contato entre Saturno e Mercúrio e/ou Saturno e Marte tanto no mapa natal como por trânsito durante idade avançada. Além do uso desta substância homeopatizada, o indivíduo deve desenvolver práticas de concentração como algumas técnicas de meditação a fim de assegurar o foco mental, evitar desorientação e saber lidar com estados emocionais extremos como a raiva, por exemplo.

No corpo físico, a garganta, em especial as amígdalas são órgãos vulneráveis neste tipo de ersonalidade. O chakra laríngeo que tem uma conexão energética especial com esta região também deve ser equilibrado pela Baryta e por terapias auxiliares como o uso de pedras azuis tais como a turqueza e o lápis lazuli nesta região do corpo físico. O propósito é exercitar a comunicação, a troca de informação e a aproximação mental promovendo relacionamentos com pessoas com ideais afins. O chakra laríngeo também tem analogia arquetípica com Mercúrio, pois refere-se à nossa expressão verbal de ideias e pensamentos.

Mônica Cristine Schwarzwald
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Aurum metallicum : O Sol Alquímico em Homeopatia & Astrologia

O mineral:

O ouro (“aurum” = brilhante em latim) é conhecido desde a Antiguidade e é utilizado na confecção de jóias, na indústria e na eletrônica, bem como investimento em reserva de valor. Metal brilhante e amarelo, maleável, dúctil. O ouro puro é extremamente mole para ser usado. Por isto, é endurecido com cobre e prata formando liga metálica. Nas infinitesimais doses homeopáticas porém, ele é utilizado na sua forma pura, tal qual o ouro pulverizado usado pelos médicos árabes, de acordo com Hahnemann.
Sincronicidades:
Trata-se do “rex metallorum” dos alquimistas. Geber (Abu Musa Jabir ibn Hayyan), na “Tradição da Alquimia” o define: matéria que alegra e conserva o corpo juvenil.
Serapion, o Jovem (séc. X) recomendava-o “ouro pulverizado é útil em melancolia e fraqueza do coração”.
Tradicionalmente, o ouro é usado como símbolo de nobreza, realeza, ostentação e destaque. Também é o metal que os alquimistas, metaforicamente, pretendiam obter do chumbo E aí está uma grande lição da sabedoria alquímica: segundo o médico e ocultista Gèrard Anaclet Vincent Encausse (Papus), baseando-se nos ensinamentos de alquimistas como Paracelso, o ouro é o metal atribuído ao Sol, assim como o chumbo é atribuído a Saturno. Na Astrodiagnose, melancolia e depressão podem ser consequências da dificuldade em se conscientizar diante de aspectos desafiadores entre Saturno e o Sol, tanto no mapa astrológico de nascimento como em trânsitos planetários periódicos.
Portanto, a transformação alquímica do chumbo em ouro simboliza a parte do processo de individuação onde o indivíduo reconhece o seu valor, seu propósito de vida e começa a identificar seu Self mediante possibilidades que surgem durante ciclos saturninos, quando é difícil remover o peso e as restrições do chumbo, invólucro que conduz o ser ao pessimismo e à depressão.
O signo de Leão e seu astro regente, o Sol, são compatíveis energeticamente com a auto-expressão, a vitalidade, o brilho e a vivacidade. É o signo da criatividade e, tudo aquilo que criamos representa parte de nós mesmos, desde uma peça de artesanato ou uma canção, até um filho. Por isto que amamos nossas criações. Quando a auto-estima do indivíduo está muito baixa, ele tende a anular-se até – em casos mais extremos – apelar para o suicídio. Vários acontecimentos podem acionar este bloqueio da nossa auto-estima e luz interior como fracasso afetivo, profissional, constante revisão dos erros do passado que nos conduz para o estado melancólico.
O tropismo pelo sistema cardiovascular também encontra eco nos antigos ensinamentos de Hiparco, além das mais recentes pesquisas do rosacruciano Max Heindel que atribuem ao Sol e a Leão a correspondência com o coração, a aorta e a veia cava.
Aqueles que, além da depressão, também desenvolvem a raiva, o sentimento de culpa e o sofrimento por qualquer perda, e têm dificuldade em expressar estes sentimentos podem ter em seu mapa de nascimento Saturno no signo de Leão fazendo aspecto supressor com Marte em Escorpião, por exemplo, que leva a restrições e medo em expressar suas atitudes instintivas ou emocionais. Saturno localizado no signo de Leão desafia o indivíduo a reconhecer e projetar o arquétipo paterno ou da autoridade. Na ausência da figura paterna ou, até mesmo, no excesso de autoritarismo da mesma, o indivíduo tende a super valorizar seu ego e projetar máscaras. Durante esta projeção e valorização do ego, torna difícil o reconhecimento do self, da mônada quântica ou da alma, que é a essência do ser. Diante deste desequilíbrio, o indivíduo está bloqueado para manifestar seu verdadeiro “Eu Sou” e revela desconforto, insegurança, agressividade, culpa e outras reações doentias.
Aurum metallicum reestabelece seu Sol e brilho interno, transmuta os medos e inseguranças no puro ouro de seu Self, transformando o indivíduo em um ser mais íntegro, sem culpas e retrições.
Reestabelecendo seu arquétipo interno representado pelo signo de Leão, o indivíduo valoriza a si mesmo e aos outros readquirindo auto-estima, podendo conectar-se através do Amor com outros indivíduos, pois seu chakra cardíaco voltou a seu padrão de vibração graças ao Aurum metallicum.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O ATIVISMO QUÂNTICO AJUDA RELACIONAMENTOS NA ERA DE AQUÁRIO ?

Muito se reclama da frieza e da impermeabilidade emocional da Era de Aquário nos relacionamentos. A AIDS, por exemplo, desencadeou o medo da intimidade e aliou-se à facilidade de contatar um mundo de personalidades reais e fictícias das ondas da internet. Nunca foi tão fácil se relacionar e tão difícil se envolver emocionalmente. Mas, ainda somos humanos, de carne, osso e, principalmente, de chakra cardíaco! Perceberam que, paralelamente ao distanciamento emocional e à superficialidade dos relacionamentos contemporâneos, o número de doenças está aumentando e a Medicina não está dando conta de criar antídotos para tantas moléstias novas? Ora, para todo o efeito, existe uma causa e a anulação do nosso chakra cardíaco não iria causar um resultado diferente. Quando não amamos ou não nos relacionamos de corpo e alma, condenamos nosso chakra cardíaco ao ostracismo que, por sua vez, afeta a glândula diretamente relacionada a este chakra, o timo. O timo é responsável pela fabricação dos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, ou seja, pela sua imunidade. Em outras palavras, se você não ama profundamente conectando-se ao outro, você está condenando seu sistema imunológico à falência e o seu organismo, à doença.
Estamos em uma fase de mudanças importantes para a humanidade e para o planeta Terra. Como toda a mudança, por menor que seja, pode gerar crises, temos duas saídas: ou nos entregamos à alienação caótica permanecendo vítimas do medo e da angústia que é globalizada pela mídia diante da situação limítrofe em que se encontra a sociedade atual, ou fazemos um esforço na tentativa de reconexão com nossa alma, com Deus e com o nosso próximo. Reconstruir esta ponte, não é fácil. Depois que a destruímos ao longo de séculos de supremacia do materialismo científico, todos nos tornamos céticos e cada vez mais distanciados da essência, vivendo em um mundo onde existe o “eu” e o “outro” completamente separados. Nos tornamos deuses, já que podemos manipular todo e qualquer objeto em um nível molecular. Fizemos bombas, fomos à Lua e nos cercamos de coisas tecnológicas, práticas e substâncias apaziguadoras na crença fanática de que tudo aquilo irá nos proteger e suprir nossas carências. Não deu certo! Nunca fomos tão solitários, inseguros e infelizes!
Mas então, onde está esta evolução? Ela está aí à nossa disposição, mas não a sabemos usar. Nesta separação “eu-outro”, “sujeito-objeto”, nos tornamos tão indecisos e inseguros que deixamos que o outro, o objeto, a tecnologia, a mídia nos diga o que fazer e como fazer. Então, o primeiro passo é compreender e aceitar que não existe separação, da mesma forma que existe um vasto mundo além da estrutura molecular e até da atômica, como nos diz a física quântica. O segundo passo é sair do ciclo medo-separação-solidão-angústia-doenças se relacionando com sua essência, sua alma, seu self. O auto-conhecimento é fundamental nesta etapa e não existe ferramenta mais apropriada do que a análise hermética, terapêutica e quântica do mapa astrológico de nascimento. Esta mandala pessoal revela o propósito de vida de todos os indivíduos nascidos na Terra.
A partir do momento em que nos conectamos com nossa essência, reconhecemos nosso propósito nesta vida, começamos a estar conscientes das infinitas ondas de possibilidade simbolizados pelos arquétipos planetários em constante comunicação e movimento entrelaçados, cuja oportunidade ou evento devemos colapsar. Somos observadores conscientes, sabemos o que queremos, readquirimos a capacidade de tomar decisões e nos envolver em relacionamentos sem medo da simbiose emocional pois, sabemos que conhecer aquela pessoa tão especial é fruto da sincronicidade do movimento planetário que oferece o “encontro de almas” já definido na nossa agenda dharmica e no nosso karma, ou caminho de vida.
Foi o que aconteceu com Maria Ângela, minha cliente que tornou-se amiga e, amanhã (14/2), em pleno Valentine's Day (dia dos namorados nos EUA), se tornará minha afilhada em seu casamento que resume o resultado do auto-conhecimento com as possibilidades geradas pela própria tecnologia e globalização aquarianas. Cliente de longa data, uma das mais perseverantes e conscientes que já tive. Nossas consultas costumam parecer mais conferências pois, sou eu com um notebook de um lado fazendo minhas interpretações e, ela com outro notebook digitando o máximo de informações. Como boa leonina com Vênus em Virgem que adora viajar, sempre me pediu que calculasse o “lugar perfeito” para passar seu aniversário (Revolução Solar). A enviei para Oslo, Milwaukee e outras cidades que nem recordo. Sempre a par de seus trânsitos planetários, vivenciou várias crises com plena sabedoria que, na maioria das vezes, nem mesmo seu desafiador Saturno de nascimento conseguiu imiscuir qualquer desistência ou fuga. Ela encontrou John, capricorniano que vive nos EUA, nas ondas de possibilidade internáuticas, mas foi consciente o suficiente para colapsar um amor, um casamento alquímico de dois microcosmos tão distantes fisicamente, mas tão próximos espiritualmente.
Além do meu orgulho e contentamento de ter testemunhado toda esta sequência de tendências, fatos, colapsos, transformações, fiquei comovida com o convite para ser madrinha desta união que é um exemplo para a Era de Aquário, de como usar a tecnologia não de forma escapista, superficial, sendo presa de uma rede populosa apenas para aplacar a solidão, mas com discernimento o suficiente para observar e colapsar oportunidades; não se subjugar à rede e acumular possibilidades dando continuidade ao ciclo de medo e sofrimento.
Sua “cara-metade” pode estar do outro lado do mundo lhe procurando. Permita-se, conheça-se e dê seu salto quântico nesta vida. Relacionar-se com amor também faz parte do nosso karma. A 7ª casa do mapa astrológico refere-se aos relacionamentos. Entretanto, na 8ª, subsequente, estão as transformações que o relacionamento causa, a alquimia de personalidades que se fundem. Este passo no relacionamento é difícil para quem não confia na própria intuição e tem medo de que o seu inconsciente, sua essência possam sobressair.
Há 3 anos, no Valentine's Day de 2011, também estava me casando. Eu, leonina, com Vênus em Virgem assim como a Maria Ângela, estava me casando com John, homônimo do companheiro dela, também norte-americano, também capricorniano e com Lua em Escorpião. Nos conhecemos nas ondas da internet. Com tanta sincronicidade, ainda dá para aceitar um mundinho apenas regulado por regras e lógicas limitadas e bloqueadoras?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Artemisia abrotanum e a carência canceriana (Astrologia e Homeopatia)

Nas curas se há de sempre ter em mente o semelhante pelo semelhante (similia similibus curantur), pois nunca se deve receitar uma planta de Vênus para uma doença de Saturno.”

'As Plantas Mágicas – Botânica Oculta' Paracelso

O vegetal:

Herbácea, perene, pode chegar a 1,5m de altura. Nativa da Europa e Ásia. De suas folhas, extrai-se a substância usada contra a malária.
 
Sincronicidades:
Etimologicamente, seu nome vem de Arthemis, deusa grega irmã gêmea de Apolo, que nasceu antes dele e ajudou sua mãe, Leto, no parto. Deusa consagrada à Lua e invocada nos partos difíceis.
Sobre deusas lunares: Arthemis representa a proteção e as fases lunares. Está impressa no arcano maior do Tarot de Crowley (Sacerdotisa): poderes psíquicos e mistérios femininos.
Ceres representa o arquétipo da nutrição, a mãe que alimenta os filhos como citado no “Mito de Erisicton” (Homeopatia Metafísica Repertorizada por José Alberto Moreno).
 
Paracelso também atribuiu esta planta à Lua e recomendava sua infusão em caso de problemas estomacais, no fluxo menstrual, além de facilitar o parto.
Por isto é a substância homeopatizada indicada para a desnutrição ou a não assimilação do alimento. A alimentação, a nutrição, a proteção são possibilidades da Grande Mãe, ou seja, o arquétipo ligado ao signo de Câncer, cujo astro regente é a Lua. Acredito que esta desnutrição vai além da falta do alimento para o corpo físico. O sentimento de carência afetiva e a falta de cuidados como proteção e acolhimento também têm sincronicidade com a Artemísia.
O apetite não saciado gera ansiedade que pode desencadear depressão posteriormente. O biótipo do emagrecimento e do envelhecimento precoce têm em Saturno o seu referencial, pois é o astro das restrições e dos limites. Portanto, Saturno na quarta casa da mandala astrológica de nascimento pode fazer aspecto desafiador (90º) ao Ascendente e originar o biótipo. O Ascendente representa a troca energética com outros microcosmos, a quarta casa é o lar: retrições na infância, carências em vários níveis, inclusive no emocional podem afetar a aparência física e levar o indivíduo a uma atitude mais ansiosa ou depressiva diante dos estímulos do mundo externo ou em relação a outros microcosmos (indivíduos).
A depressão, o mau humor são estados doentios provocados pelas possibilidades não colapsadas no contato entre Saturno (restrições, limites, bloqueios) e a Lua no mapa astrológico de nascimento. Além do mais, estes aspectos de Saturno com o Ascendente ou com a Lua podem se transformar em supressão, ou seja, energia destrutiva incubada que dá origem a metástases.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ARSENICUM ALBUM: HOMEOPATIA & ASTROLOGIA NA CURA QUÂNTICA

O Mineral:
É um citotóxico de ação necrosante universal”. Elemento químico usado em ligas metálicas,  
semicondutores, xenografia.
Raramente encontrado na Natureza, o sal de arsênico pode ser obtido por meio de combustão do arsênio sulfuro de ferro (método de Hahnemann).
Na Idade Média, os romanos o usavam para envenenamento. Até o presente, é uma substância encontrada em venenos contra infestações de roedores e insetos.
Sincronicidades:
Esta substância mineral está fortemente ligada à “sombra”, ou seja, ao desequilíbrio no contato temático ou arquetípico do signo de Virgem: excesso de detalhismo e perfeccionismo como a “aparência impecável” que conduz à ansiedade, à obsessão por limpeza, até a extremos como a anorexia. No corpo físico, sua atuação fisiológica enfatiza o tubo digestivo como tropismo, sistema relacionado também ao signo de Virgem, em especial, os intestinos devido ao seu potencial seletivo e aos neurotransmissores presentes nestes órgãos.
A dinâmica miasmática é decorrente da distorção morfogenética na manifestação de temas virginianos por não colapsar de forma consciente seu potencial de possibilidades e deflagrando a angústia de não haver cumprido suas obrigações ou deveres.
A progressão para a destrutividade (luetismo miasmático) insere Plutão como agente de mudanças e transformações do indivíduo que não acessou seu dharma virginiano: não elaborou sua necessidade por perfeccionismo e tornou-se obsessivo, maníaco – ambas manifestações plutonianas negativas até chegar ao ponto de doenças auto-destrutivas como o câncer, sintoma físico que tem seu significado revelado durante ou após ciclos plutonianos cujas possibilidades não foram colapsadas e o salto quântico do indivíduo bloqueado por sua resistência a mudanças, perdas e transitoriedades naturais da vida humana.
Quando ocorre esta progressão da psora para o luetismo sem o colapso com as possibilidades arquetípicas do signo de Virgem? Exatamente no momento de eventos como os ciclos de Plutão sobre astros do mapa de nascimento que provocam as mudanças profundas, na maioria das vezes, mal vistas pelo ser humano materialista com uma falsa segurança de ser o controlador de todos os processos que está inserido. O ponto de vista distorcido diante das mudanças plutonianas é a causa de medos, resistências, sentimento de perda, falência e sintomas destrutivos como o câncer e doenças auto-imunes. Qualquer apego à rotina e a resistência ao “novo” ou diferente deflagra um dos desequilíbrios de Virgem.
O questionamento da utilidade transcendente do “fazer” seria uma bela forma de abstrair o sujeito da dualidade “sujeito-objeto”, levá-lo para a temática oposta do signo de Virgem, ou seja, a transcendência inerente ao signo de Peixes e inserir os questionamentos sobre o “fazer” e o objeto de seu trabalho, perfeccionismo ou mania de limpeza. Esta seria a conduta terapêutica juntamente com a substância homeopatizada do Arsenicum album.
A destrutividade e a agressão são outras características que envolvem Plutão e Marte durante aspectos conflituosos entre si. Ambos estão ligados ao chakra raiz do indivíduo (Muladhara) portanto, o descontrole de seus instintos é a razão para a cólera, ironia, críticas e outros sintomas emocionais que não condizem com o correto funcionamento do chakra em questão, cujo pulso da vida e da sobrevivência, além da criatividade, gera a libido, não o pulso de morte e auto-destruição.
O símbolo do Arsenicum album ou o arquétipo do signo de Virgem em perfeito estado de harmonia e realização de potenciais é o bom profissional especializado, excelente trabalhador que se previne contra doenças devido a bons hábitos disciplinares e boa higiene. Não se desarmoniza diante de qualquer ciclo plutoniano que pode conduzir a mudanças muito profundas, atingindo irremediavelmente sua rotina. Transcendeu, pois apesar da destreza no mundo profissional exigido pelo materialismo científico, ele intercala o “fazer” com o “ser” e desenvolveu sua intuição combinada com sua forte tendência racional. Entende que a prevenção e o perfeccionismo devem ser do espírito ou mônada quântica que não é submetida às dimensões “espaço x tempo” e que o mundo molecular está submetido à Incerteza. Percebe que a preocupação ou a ansiedade por antecipação, a necessidade obsessiva de segurança quanto a seus valores materiais são injustificados. Se satisfaz com sua aparência e, mesmo tendo o signo de Virgem em seu Ascendente, não recai em críticas e auto-críticas quanto ao corpo físico, limpeza, podendo degenerar em doença como, por exemplo, a anorexia nervosa.
A transcendência que pode ser praticada interrompendo regularmente seus afazeres e serviços com momentos de contemplação ou meditação irão transmutar sua excessiva sensibilidade sensorial - principalmente em casos de Mercúrio domiciliado em Virgem – para a sensibilidade paranormal ou psíquica, resolvendo seus temores e ansiedades por antecipação causados pela insegurança de alguém que tende ao ceticismo e não confia na providência e na espiritualidade.