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Templo de Minerva
AS ATUALIZAÇÕES REFERENTES AOS ASSUNTOS DESTE BLOG, VOCÊ ENCONTRA NO LINK ACIMA.
A Astrologia é uma ciência quântica. Portanto, o paradigma do Ativismo Quântico pode ser usado na Astrologia tornando-a coerente com sua função: o autoconhecimento profundo tornando-nos observadores de nossa onda de possibilidades, ou seja, nosso mapa de nascimento. O carma acumulado e nossa agenda dharmica se tornam acessíveis tanto quanto nosso Self Quântico conectado à Consciência Una.
segunda-feira, 23 de março de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
FUNDAMENTOS DA ASTROLOGIA : INTERPRETAÇÃO DO MAPA ASTROLÓGICO EM CONFORMIDADE COM O ATIVISMO QUÂNTICO
DIVULGAÇÃO DE CURSO.
PROGRAMA:
1.Introdução à Astrologia e ao Ativismo
Quântico
2.História da Astrologia;
3.Mecânica Celeste;
4. Astrologia Alquímica - Energias primordiais,
elementos e qualidades na Natureza formadores dos Signos – Fisiologia
Hipocrática – Tipos de Personalidade Junguianos;
5. Mitologia e teoria arquetípica dos signos (Áries,
Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio,
Aquário, Peixes);
6. Luminares e planetas do Sistema Solar (Sol, Lua,
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Quíron, Urano, Netuno e
Plutão);
7.Casas astrológicas e aspectos
interplanetários;
8.O mapa astrológico – Agenda dharmica e karmica –
Nodos lunares;
9.Interpretação do mapa astrológico I – Criatividade
Fundamental – Salto quântico planetário;
10.Prática de interpretação de mapas astrológicos
sugeridos por alunos I;
11. Interpretação do mapa astrológico II – Criatividade
Fundamental – Salto quântico planetário;
12. Prática de interpretação de mapas astrológicos
trazidos pelos alunos II;
13. Avaliação final
(Interpretação de um mapa pelos alunos escolhido pela orientadora).
PERÍODO:
Um sábado por mês das 14:00 às 18:30 com intervalo de
15 minutos para lanche.
Calendário: 07 de março; 11 de abril; 9 de maio; 13 de
junho; 11 de julho e 8 de agosto.
Obs.: Reposição sempre aos domingos em data
pré-agendada conforme disponibilidade dos alunos e da orientadora.
VALOR:
R$ 950,00 à vista; 2 X R$ 500,00 ou 6 X R$
180,00.
LOCAL: Templo de Minerva
(endereço completo e mapa http://www.templodeminerva.com/atendimento.html)
O curso possui apostila que está inclusa no valor
acima.
Vagas limitadas, envie um e-mail para monica@templodeminerva.com e saiba como
reservar a sua.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Saturno em Sagitário : Nada Mais que a Verdade
Após percorrer o
signo de Escorpião por dois anos, agora chegou a hora de Saturno fazer sua
visita salutar porém severa em Sagitário.
O signo de
Sagitário representa a mais profunda e elevada alquimia combinando instintos,
mente e contato com o plano divino do ser humano. Na tradição yogue
isto representa o desenvolvimento da criatividade por meio de saltos quânticos
entre as etapas tamas (condicionamento
comportamental e instintivo), rajas (criatividade
situacional) e sattva (criatividade
fundamental ou iluminação). Por este motivo que Sagitário simboliza o arquétipo
da sabedoria, da fé, da expansão do consciente por meio do conhecimento superior
e da Filosofia. Seus instintos de sobrevivência e de adaptação à natureza
(tamas) são simbolizados
pela metade equina do ser mítico centauro. Sua metade humana está conectada à
mente racional e, consequentemente, à criatividade situacional capaz de
“construir impérios”. A flecha direcionada para o alto une as naturezas humana e
animal com o propósito superior intuitivo da criatividade fundamental
contatando-as com o divino em uma hierarquia entrelaçada em possibilidades de
fusão com a Consciência Uma.
Sagitário é o signo da direção, sua energia arquetípica conduz o ser pelo
caminho da senda espiritual por meio do aprendizado sem limites. Gêmeos, seu
signo oposto complementar conduz ao aprendizado fundamental com o uso da mente
como recurso principal para aquisição de informações e cultura. Sagitário
alquimiza as informações, as hipóteses e as afirmações dúbias reunindo
intuitivamente a dualidade geminiana, pois no mundo do arqueiro só existe fé, a
verdade e as leis baseadas nesta verdade. O conhecimento sagitariano é
ilimitado, vai-se ao longe para adquiri-lo, a curiosidade geminiana se
transforma em aventura, a mente dá lugar à intuição e ao espírito, afinal,
Sagitário é um signo pertencente ao elemento Fogo. A auto-consciência do outro
signo de Fogo, Leão, dá lugar à consciência focalizada rumo a metas mais
universais.
Pensando desta maneira ilimitada, aventureira,
livre, energética e buscadora é difícil enquadrar Saturno, astro que impõe
limites por onde passa. Entretanto, os próximo três anos deverão ser
karmicamente dedicados à estruturação de novos paradigmas filosóficos e éticos,
restringindo algumas religiões, por exemplo, que pregam suas verdades absolutas.
Na área das ciências e conhecimentos específicos que propagam parâmetros e leis
a serem seguidos inquestionavelmente por agradar corporações interessadas em
lucrar com seus investimentos substanciais, Saturno irá impor maior
responsabilidade, idoneidade e comprometimento com o bem estar do ser humano e
da Natureza.
Considerando estas possíveis e desejadas
consequências do trânsito de Saturno em Sagitário, já podemos concluir o quanto
será importante também o controle dos condicionamentos instintivos e irracionais
a fim de que a fé não degringole em fanatismo e destruição, mas em
questionamento saudável quanto aos dogmas e leis impostos pelas religiões em
geral. A razão e objetividade do pensamento humano que, ao invés de divagar
sobre superficialidades voltadas exclusivamente à criatividade situacional e
materialista, pode e deve começar a analisar sua funcionalidade real e completar
a conexão alquímica entre os instintos (tamas), a mente
(rajas) e a divindade (sattva) que irá compor o salto quântico
da Humanidade unindo o conhecimento e a espiritualidade, já proposto pelo
Ativismo Quântico de Amit Goswami.
Cada um de nós é responsável pela Consciência e
sua valorização. Saturno irá cobrar de forma generalizada e individual pois
somos pequenos universos conectados a um universo maior. Saturno começa sua
peregrinação por Sagitário a partir de 23/12/2014 e deixará este signo em
20/12/2017, com um intervalo entre meados de junho até meados de setembro/2015
quando retrogradará para os últimos graus de Escorpião.
Aqui vão algumas pequenas orientações para
colapsar as oportunidades e transformá-las em crescimento e êxitos saturninos:
-
Os signos do elemento Fogo Sagitário, Leão e Áries terão a oportunidade de reorganizar e amadurecer a condução de seus objetivos. Este amadurecimento é fundamental para que os instintos ígneos poderosos neste signo sofram uma reavaliação para não incorrer na repetição de erros provenientes de impulsos radicais e irracionais.
-
Os relacionamentos de Libra e Aquário poderão tornar-se mais verdadeiros, maduros e estáveis se houver comprometimento suficiente em compreender outras verdades e realidades dos outros. Criatividade nos relacionamentos afetivos a fim de não cair na rotina ou na frieza. Lembrem-se do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
-
Já para os signos mutáveis Gêmeos, Virgem e Peixes o desafio será maior e irá exigir muito de sua flexibilidade e adaptabilidade. Será difícil para Gêmeos permanecer na superficialidade da indecisão ou dualidade. Por isto, ao invés de se perder em pensamentos, ouvir e cogitar as mais diversas opiniões e conselhos, silêncio. Muitos períodos silenciosos e introspectivos poderão ser a chave para ouvir a voz interior e essencial, colapsar a mais real mensagem da alma. Isto é sattva conectando-se com o mais divino, pois esta solução não é circunstancial, mas supramental. Esta orientação também serve para outro signo racional, Virgem que precisa da lógica e do detalhamento analítico: expandir as possibilidades, enxergar o todo na partícula e a partícula no todo transformará os hábitos e a visão cética e crítica que perderão terreno para novas ciências e paradigmas. As fantasias e ilusões piscianos não terão chances de fluir por entre nuvens escapistas e, a fim de evitar o sofrimento em face da extrema sensibilidade deste signo de Água face à realidade oculta por muito tempo, o conselho é tornar-se mais objetivo, mesmo em se tratando da sua expressão emocional. Confiar em uma força divina é maravilhoso. Mas estamos experienciando a vida nos conectando com a Terra, portanto devemos nos responsabilizar por ações que comprometam nossa sobrevivência, valorizar mas reformular nossa relação com a realidade material. Não viver exclusivamente no oceano da transcendência, pois nossa manifestação neste planeta também faz parte da Consciência.Os outros signos que não foram citados não terão desafios saturninos mas, lembrem-se que as orientações aqui não visam apenas o signo solar. A infinidade de combinações astrológicas permite que você tenha o Sol em Touro, mas Vênus em Gêmeos, por exemplo. Todos manifestamos os doze arquétipos zodiacais pois fazemos parte de uma unidade que irá receber Saturno em Sagitário de forma integral para colapsar as possibilidades de expansão da nossa sabedoria a fim de criar nossa própria realidade.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
ASTROLOGIA & HOMEOPATIA : CARBO ANIMALIS E A ENERGIA TAURINA
Este medicamento homeopático de origem animal foi introduzido
pelo próprio Hahnemann calcinando um pedaço grosso de couro de boi entre carvões
incandescentes. Após o término da última brasa, o couro é rapidamente prensado
entre duas placas de pedra até esfriar para ser triturado e começar o processo
de diluição.
Similitudes e Sincronicidades:
A analogia deste medicamento com o signo de
Touro não é apenas na substância utilizada. Touro é um signo do elemento Terra
que, por sua vez, é composto pelas energias primordiais frio e seco. Estas
definições são aristotélicas. Aristóteles identificou no mundo manifesto as
polaridades energéticas divididas em quente e frio ou seco e úmido. Entretanto,
por ser o signo póstero a Áries cujo início coincide com o equinócio (0º de
Áries = equinócio de outono no Hemisfério Sul e de primavera no Hemisfério
Norte), representa do estado em que a Natureza se fixa e demonstra em sua
totalidade as características primaveris ou outonais. Por isto que Touro é um
signo de modalidade fixa, ou seja, voltado à conservação, estabilidade,
manutenção da função de personalidade junguiana conhecida como “sensação” por
ser do elemento Terra. A função “sensação” engloba o aspecto físico e material
prático e tátil onde o prazer e o conforto, incluindo a saúde física, são
fundamentais. A “sombra” de Touro é não admitir mudanças ou transformações
naturais que podem ser traduzidas como perdas. O apego, teimosia, rigidez acabam
sendo manifestações do excesso de preocupação com a sensação ou com os apegos a
valores e ao mundo material. A alienação e a negação da existência de outros
níveis de manifestação sutis são os principais fatores que acarretam este
desequilíbrio.
Lembrando que as energias primordiais que
compõem o elemento da Natureza Terra são frio e seco, podemos começar a
configurar a personalidade Carbo animalis a partir da secura, desânimo,
melancolia, depressão e rigidez por “não poder avançar em um mundo
desconhecido”, ou seja, negação a mudanças que evolui em apego ao
passado.
Transtorno por perdas de líquidos, lesões,
caroços e tumores endurecidos demonstram outra faceta desta personalidade que,
sem observar as ondas de possibilidade para mudanças evolutivas, desenvolve o
extremo desequilíbrio do arquétipo taurino. Se ao longo destes últimos dois anos
de trânsito de Saturno em Escorpião – signo oposto complementar a Touro – sua
reação física foi uma destas acima, pode ser que você resistiu cegamente a
mudanças profundas necessárias no seu caminho de vida.
O clima frio e seco pode agravar os sintomas,
pois relevam as energias primordiais que compõe o elemento Terra e tendem à
imobilidade, lentidão e estagnação na resistência inconsciente. Os ciclos de
mudança são encarados como ameaças, então a fuga é a nostalgia, pois é um
temperamento que precisa se agarrar à segurança física e material, podendo
manifestar também avareza e egoísmo.
Se seu estado crônico evoluir até a
auto-destruição, como prevê o miasma do luetismo, a insociabilidade, congestões
venais, afecções bronquiais e o câncer podem ser sintomas
consequentes.
De acordo com Max Heindel, Touro está
correlacionado a pescoço, ouvidos, palato, laringe, amígdalas, glândula
tireóide, mandíbula inferior, região occipital, cerebelo, atlas, vértebra
cervical, cordas vocais, artérias carótidas,veia jugular e a faringe. A
tendência da personalidade Carbo animalis em desenvolver tumores na língua e
nestas demais regiões do organismo físico.
Outros sintomas que podem ser combatidos e,
principalmente, prevenidos com o auxílio do Carbo animalis são tumores nas
mamas, útero, estômago e manifestando a cor azulada, o que nos remete ao signo
de Câncer cuja analogia com o corpo físico está ligado a estes órgãos acima.
Pode-se concluir que estes últimos sintomas são característicos dos
temperamentos que, emocionalmente, são mais apegados ao passado e, mediante
qualquer perda ou mudança, tornam-se extremamente nostálgicos, saudosos e
melancólicos com um sentimento de abandono e estranheza mediante
mudanças.
A negação do mundo extra-físico e o apego
obsessivo às situações estanques da matéria podem afetar nossos centros
energéticos como um todo. Cada centro energético (chakra) conduz a uma glândula
principal respectiva e seu funcionamento saudável condiz com a lucidez e o
entendimento da existência dos nossos corpos mental, emocional e energético,
além do físico. Esta lucidez também está engajada na percepção de que a doença
tem origem no desequilíbrio destes corpos de manifestação, portanto, as doenças
glandulares como a hipertrofia nada mais são do que interrupções nas conexões
entre chakra e glândula principal a partir de uma vivência calcada no
determinismo e materialismo.
A resistência ao novo, novas ideias e
paradigmas que, mentalmente, acaba por desenvolver confusão unida aos demais
sintomas da personalidade Carbo animalis representam o contado de Saturno com
Mercúrio conjuntos no signo de Touro.
* este trabalho é a continuidade do
arquivo que você pode baixar em http://www.templodeminerva.com/homeopatia.html
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
CAMPHORA : A INTEGRAÇÃO YIN E YANG PARA A ENERGIA VITAL
Dando prosseguimento ao meu trabalho de Astrologia & Homeopatia (http://www.templodeminerva.com/homeopatia.html),
ofereço a vocês mais este estudo.
“Deve-se diagnosticar por analogia. O médico
deve ser alquimista e astrólogo. Sem a arte da interpretação astrológica, o
médico é um 'pseudomédico'. O corpo tem uma correspondência com os ciclos
astrológicos, as constelações possibilitam o diagnóstico e indicam a terapia a
seguir. O astro demonstra a enfermidade e a morte, mas também a saúde e a
cura.”
“Nas curas se há de sempre ter em mente o
semelhante pelo semelhante (similia similibus curantur), pois nunca se
deve receitar uma planta de Vênus para uma doença de
Saturno.”
Paracelso
” Quem pratica a medicina sem beneficiar-se
do movimento das estrelas e dos planetas é um
tonto.”
Hipócrates, pai da Medicina
CAMPHORA
O vegetal:
Árvore que alcança 30 metros de altura, de
crescimento lento, nativa de Formosa, China e Japão. O princípio ativo é
encontrado em todas as partes da árvore, mas sua formação é ainda mais lenta do
que seu crescimento, ou seja, são necessários 50 anos de vida para iniciar a
extração de sua matéria prima.
Similitudes e
Sincronicidades:
Sua ação no organismo é bem polarizada,
conforme observações do mestre Hahnemann em sua “Matéria Médica Pura”:
“A ação dessa substância é muito enigmática e difícil de
determinar mesmo em organismos hígidos, porque sua ação primária rapidamente
alterna e se mistura com as reações da vida (ação secundária), mais amiúde do
que ocorre com qualquer outro medicamento, de forma que é frequentemente árduo
distinguir o que deve ser descrito como reação do corpo, e o que deve ser a ação
alternante da cânfora em sua ação primária.”
Esta dualidade ou alternação entre ações
primárias e secundárias da substância, confundindo as reações vitais do
organismo podem estar relacionadas à integração entre o Yin e o Yang na Natureza
que, em sua essência, estão contidos um no outro.
O uso da sua matéria prima homeopatizada
depende do extremo da manifestação da doença que conduz o indivíduo tanto a
estados...
Yin (-) : passivo, introspectivo,
imóvel, em choque, cataléptico ou em EQM (estado de quase morte); como...
Yang (+) : colérico, febril,
descontrolado e apresentando inflamações.
A camphora produz o efeito de
equilíbrio entre os extremos. Esta qualidade harmonizadora também faz parte da
função de antidotar os efeitos extremos de medicamentos homeopáticos
administrados erroneamente.
Sua ação também é extremamente benéfica em
colapsos nervosos, quando o indivíduo apresenta palidez marmórea, sem calor
vital, lábios cianóticos e hálito frio. A eficácia nas convulsões e nos EQMs
remetem a pessoas cujos mapas astrológicos de nascimento possuem aspectos
relevantes envolvendo a 8ª casa, cujos assuntos são a morte, as transformações,
as perdas e o contato com o inconsciente profundo. Além disto, seu mapa pode
revelar a necessidade de unir extremos como oposições (180º) entre astros no
eixo correspondente à 8ª e sua complementar, 2ª casa astrológica. A sensação de
morte, falta de proteção divina que permite perdas tão dolorosas que podem dar
ensejo ao colapso nervoso, ou seja, o “desligamento” de alguns sensores que
mudam o comportamento da pessoa. Um dos aspectos entre as casas astrológicas
acima que é muito similar a este estado é:
Plutão na 2ª casa oposto a Mercúrio na 8ª: O
mundo imanente tende a estar fora do controle, em constante turbulência, sujeito
a mudanças e perdas constantes (Plutão). A perda do controle se estende à mente
(Mercúrio) que se preocupa com as mudanças e tenta racionalizar os conteúdos do
inconsciente que se manifestam em crise e colapso.
A camphora é empregada em situações
de resfriamento físico e vale lembrar que a energia primordial “Frio” está
presente nos elementos da natureza de polaridade Yin: Água e Terra. Portanto,
pessoas cujo mapa astrológico tem o signo ascendente localizado nos signos
energeticamente Yin (Câncer, Escorpião, Peixes, Touro, Virgem e Capricórnio)
tendem a perder o calor vital com mais facilidade. Devemos lembrar que o
Ascendente demonstra, dentre outras coisas, as características físicas do
indivíduo e suas vulnerabilidades. Existem outras características da polaridade
Yin no Ascendente que não envolvem necessariamente os signos supracitados, mas a
presença de astros cuja energia seja semelhante ao “Frio” (Yin) como Saturno ou
Netuno, por exemplo.
domingo, 12 de outubro de 2014
OFICINA ELEMENTAR DE ASTROLOGIA : ESCORPIÃO
No
intuito de tornar o estudo da Astrologia mais suave e prazeroso, resolvi criar
oficinas mensais que compreendem o estudo do signo, seu astro regente, seus
desafios e oportunidades atuais, além da correspondência terapêutica natural.
Estas oficinas que poderiam ser chamadas de “Astrologia aos pedaços” são
voltadas a pessoas que não possuem qualquer conhecimento da ciência milenar e
para aqueles que desejam aprender um pouco mais. Cada oficina não é voltada para
um grupo específico cujo signo solar faz parte do tema, mas a influência do
signo em todas as áreas do mapa astrológico. Somos um microcosmo conectado ao
macrocosmo, todos os chakras universais nos afetam em alguma circunstância!
Então, vamos lá: a próxima oficina será
sobre:
ESCORPIÃO : INTENSIDADE E
PROFUNDIDADE NOS CAMPOS EMOCIONAL E PSÍQUICO
SEM OBSESSÕES OU EXCESSO DE
CONTROLE!
A Mitologia e sua riqueza arquetípica: Órion e o Ciúmes de
Artemis/ O 8º Trabalho de Hércules – A Destruição da Hidra de Lerna
Escorpião no Tarot e na Árvore da Vida
Escorpião nas Casas Astrológicas
Desafios atuais pelo trânsito de Saturno: Compreensão do
desapego e da constante transformação.
Tendência a distorções ou compulsões pelo trânsito de Júpiter
em Leão.
Análise de Escorpião, Marte e Plutão no mapa natal dos alunos
presentes.
Correspondências terapêuticas: cristais, aromas, florais e
substâncias homeopatizadas.
ONDE? Templo de Minerva, Lago Oeste. Endereço e mapa do
local: http://www.templodeminerva.com/atendimento.html
QUANDO? Dia 8/11/2014 (sábado) das 9:00 às 13:00 com
intervalo para coffee break
QUANTO? R$ 150,00
INSCRIÇÕES? Envie e-mail com seus dados de nascimento
(data, horário, cidade) para monica@templodeminerva.com
* Vagas limitadas – não deixe sua inscrição para a última hora
*
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
ATENÇÃO PSICÓLOGOS, PSIQUIATRAS E DERIVADOS!
Estamos no século 21.
As possibilidades e a incerteza quânticas já são realidades,
aliás, permitem a cada um de nós criar nossa própria realidade.
Por isto, e por amor ao próximo, parem de rotular seus clientes como
se eles fossem resultados de uma produção em série. Vocês não
percebem que eles acabam acreditando e se apegando aos TOCs,
“STOCKs”, DDA, bipolar e outras definições estanques que não
têm nada a ver com a alma humana? Este procedimento não contribui
para a aproximação dos arquétipos pessoais, então o ser se perde
mais ainda no próprio ego cego e a carência se torna crônica.
Tenham piedade dos astrólogos e terapeutas holísticos que irão
lidar posteriormente com esta confusão e falta de LUZ. Os
sofredores, carentes, depressivos adoram se prender a qualquer
justificativa que tenha três letrinhas para viverem o continuísmo
da inércia, mas na verdade, estão gritando por socorro. É muito
difícil, mas não impossível, para a lucidez esotérica, quântica
e holística remover esta muleta em forma de rótulos deterministas
que se tornam vícios para mentes e emoções já definhadas no
materialismo. “Cada homem, cada mulher é uma Estrela” e realiza
seu brilho e não depende de outro homem ou de outra mulher que
possui uma efêmera competência para jogá-lo(a) na masmorra da
eterna dependência de outros semelhantes “especialistas”.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
OFICINA ELEMENTAR DE ASTROLOGIA : LIBRA
No intuito de tornar o estudo da Astrologia mais suave e prazeroso, resolvi
criar oficinas mensais que compreendem o estudo do signo, seu astro regente,
seus desafios e oportunidades atuais, além da correspondência terapêutica
natural. Estas oficinas que poderiam ser chamadas de “Astrologia aos pedaços”
são voltadas a pessoas que não possuem qualquer conhecimento da ciência milenar
e para aqueles que desejam aprender um pouco mais. Cada oficina não é voltada
para um grupo específico cujo signo solar faz parte do tema, mas a influência do
signo em todas as áreas do mapa astrológico. Somos um microcosmo conectado ao
macrocosmo, todos os chakras universais nos afetam em alguma circunstância!
Então, vamos lá: a próxima oficina será sobre:
LIBRA : QUALIDADE E
ESCOLHAS NOS RELACIONAMENTOS
JUSTIÇA E
EQUILÍBRIO
A Escolha de Páris / O 7º Trabalho de Hércules – A Captura do
Javali de Erimanto
Libra no Tarot e na Árvore da Vida
Libra e Vênus nas Casas Astrológicas
Desafios atuais representados por: Plutão e Urano.
Impulso nas oportunidades de realização por Júpiter em
Leão.
Análise de Libra e Vênus no mapa natal dos alunos
presentes.
Como colapsar as perspectivas de expansão, vencer os desafios
cármicos e dar o seu salto quântico para relacionamentos mais equilibrados e
satisfatórios.
Correspondências terapêuticas: cristais, aromas, florais e
substâncias homeopatizadas.
ONDE? Templo de Minerva, Lago Oeste. Endereço e mapa do
local: http://www.templodeminerva.com/atendimento.html
QUANDO? Dia 4/10/2014 (sábado) das 9:00 às 13:00 com
intervalo para coffee break
QUANTO? R$ 150,00
INSCRIÇÕES? Envie e-mail com seus dados de nascimento
(data, horário, cidade) para monica@templodeminerva.com
* Vagas limitadas – não deixe sua inscrição para a última hora
*
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
PALESTRA ABERTA : Astrologia e os Novos Paradigmas da Ciência Quântica. Auto-Conhecimento e Auto-Cura
Astrologia e os Novos Paradigmas
da Ciência Quântica - Auto-Conhecimento e Auto-Cura
O objetivo da palestra é demonstrar a Astrologia como uma
ciência quântica, ou seja, uma ciência que nos oferece possibilidades de
reconexão com o Self ou nossa essência divina, permitindo-nos uma vida
equilibrada, consciente e saudável física, mental, emocional e
espiritualmente.
Palestra aberta no Templo Maçônico: QL 1 - Conj. 5 - Casa 19 – Lago Norte. Contato: 99737899
Data e horário: 11/9 (quinta-feira) às 20:00.
Mônica C. Schwarzwald
www.templodeminerva.com
www.templodeminerva.com
quinta-feira, 24 de julho de 2014
MARTE EM ESCORPIÃO - A ARTE DA GUERRA
Durante este rápido trajeto de Marte em Escorpião que começa amanhã (25/7)
às 23:45 e termina na primeira quinzena de setembro, seria interessante lembrar
algumas afinidades entre o astro e o signo envolvidos.
Antes da descoberta de Plutão em 1930, Marte era o único regente de
Escorpião, além de ter seu valor arquetípico fortemente ligado ao signo de Fogo
cardinal Áries. Entender Marte e sua conexão com Áries é fácil: ambos têm
energeticamente afinidades com impulsos irracionais, competitividade, coragem,
independência, velocidade, agressividade, enfim, podemos visualizar o Deus da
Guerra em carne, osso e energia ígnea!
Mas Marte em Escorpião nos remete à Arte da Guerra, ao
invés do Deus. A obra-prima de Sun Tzu define com precisão a presença de um
astro corajoso e arrebatador com Marte no ambiente profundamente sensível,
estratégico e controlador do signo de Água e modalidade fixa como Escorpião.
“A suprema
arte da guerra é subjugar o inimigo sem
lutar." O foco marciano é refinado, lapidado e
alcança os mesmos objetivos sem agressividade e dispêndio energético. Não há
necessidade de caos e turbulência, mas da frieza e concentração do planejamento
calculado.
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganhada você sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, você vai sucumbir em cada batalha." Aqui é revelado um grande segredo para Marte em Escorpião: o reflexo de suas ações. O inimigo é você mesmo, sua sombra. Não conhecendo sua sombra, sua própria vulnerabilidade, as chances de sucesso nos planejamentos estratégicos são ínfimas.
“Reflita e delibere antes de fazer uma jogada.” Analisar sempre as opções e
não partir para a decisão irrefletida. As chances de erro são menores.
terça-feira, 15 de julho de 2014
JÚPITER EM LEÃO : A EXPANSÃO DAS POSSIBILIDADES DO HERÓI
Amanhã de manhã (16/7/2014 às 8:30 – horário de Brasília), Júpiter encerra
sua rápida jornada de um ano pelo signo de Câncer e inicia um novo ciclo por
Leão. Esta combinação me lembra o primeiro trabalho de Hércules e sua relação
com seu pai Zeus/Júpiter e com Quíron, o centauro responsável pela sua educação
e treinamento. Os doze trabalhos de Hércules foram desafios impostos por
Hera/Juno, esposa de Zeus que, enciumada porque Hércules era fruto de uma das
paixões extraconjugais do marido, além do evidente favoritismo e amor
demonstrados por ele ao semi-deus bastardo, resolveu armar uma armadilha em
forma de 12 tarefas heróicas. No primeiro destes trabalhos, Hércules tem que
aniquilar um poderoso leão que estava dizimando a aldeia de Neméia. Os agrados
do pai e as práticas de seu mestre Quíron apenas serviram para inflar o seu ego,
até então. Extremamente confiante, com suas armas e sua pompa de semi-deus,
marchou até a caverna onde vivia o leão. Após várias tentativas, Hércules foi
reduzido a várias escoriações, derrotas e feridas egóicas. Todas as suas armas
foram destruídas. Despojado de seu ego, suas máscaras e armas, ele não teve
outra alternativa a não ser enfrentar o leão de igual para igual. Feito isto,
olhando nos olhos da fera, ela começou a perder a força até Hércules derrotá-la
e utilizar sua pele indestrutível como proteção nos outros trabalhos. Ao
finalizar a tarefa, o herói já não era mais o mesmo. Percebeu que o orgulho e a
prepotência são facilmente destruídos quando estão diante de poderes maiores e
mais determinados. Além disto, seu mestre Quíron o advertiu: “Existem vários
leões a serem derrotados durante toda a vida.”
Os ciclos de Júpiter e Saturno pelo nosso mapa natal representam os
movimentos cósmicos de expansão e contração, assim como os movimentos vitais do
coração, diástole e sístole. Como observadores harmonizados com estes movimentos
que unem o macro com o microcosmo, vamos compreender e aproveitar o máximo da
onda de possibilidades neste ciclo de expansão jupiteriana sob o signo de
Leão?
A tarefa hercúlea descrita acima é a mais comum e evidente representação
arquetípica do que está por vir. Ao nos despojarmos do ego e de seus adereços
simbólicos, assumimos o controle do nosso “leão original”. Assim como o rei da
selva e, como signo cujo regente é a estrela central do nosso sistema, nosso
leão original ou essencial é um herói que precisa de reconhecimento, aplausos,
reverências e amor. Se vivenciarmos apenas o limbo egóico de Hércules, o leão se
torna a sombra que sempre nos derrotará, não o self salvador e vitorioso que
merece e deve ser reconhecido e reverenciado como nosso líder e deus
interno.
Outro mito leonino muito interessante de se observar é o de Parcifal, um
menino que ansiava se tornar cavaleiro já que não tinha o referencial masculino
e solar em casa – foi criado pela mãe que temia que Parsifal sofresse o mesmo
destino do pai e dos irmãos, cavaleiros sacrificados. Mas de nada adiantou as
súplicas maternas e lá se foi o outro herói se aventurar sem o apoio de um pai
ou de um mestre como no caso de Hércules. Por isto que, diante do Santo Graal
que, para uns tratava-se do cálice sagrado e, para outros, da Pedra Filosofal,
Parsifal sentiu-se inseguro de fazer a pergunta ao rei moribundo e guardião do
Graal: “A quem pertence o Santo Graal?”. Diante de suas dúvidas e inseguranças,
aquele reino continuaria estéril e o Santo Graal no ostracismo por mais vinte
anos até que Parsival finalmente fizesse a pergunta e libertasse o rei do
sofrimento e o reino da ruína. Esta é a outra sombra que desafia a realização do
self individual: o conjunto de medos e a insegurança decorrente que acarretam as
más escolhas não sintonizadas com a Vontade Suprema do Eu Superior. A ousadia do
auto-conhecimento é a pergunta mais profunda que todos devemos fazer: “Quem Sou
Eu?” ou “Qual é o meu Santo Graal?”. Assim, unimos os paradoxos do semi-deus
coberto de máscaras com o menino curioso, mas sem iniciação para o caminho, nem
propósito.
Os mitos e seus subsequentes paradigmas arquetípicos tornam o conhecimento
astrológico rico e inteligível nos mais diversos níveis desde a compreensão
lógica e racional até a percepção subjetiva simbólica. Observar os ciclos
astrológicos é transformar estes potenciais em colapsos quânticos e, no caso de
Júpiter em Leão realizamos um profundo reconhecimento do nosso herói interno,
sendo ele um Hércules ou um Parcifal. Dinamizar estes potenciais, ou seja,
partir do colapso para o salto quântico demanda práticas mágicas ou alquímicas
que podemos encontrar no caminho cabalístico da Força na Árvore da Vida. Como
caminho criativo e evolutivo, ele une as esferas da Ação e da Realização
traduzindo o equilíbrio entre as atitudes e decisões que podem reverter em
resultados expansivos e poderosos. O arcano da Força representando este caminho
é a união da nossa capacidade instintiva ou kundalínica com a sabedoria divina.
Por isto ela equilibra duas forças planetárias como Marte (Ação) e
Júpiter(Realização) que, se não conectadas com nosso Graal tendem ao caos e à
auto-destruição. A magia alquímica trata de revelar nosso “aurum nobilis”, o
brilho da nossa alma e cultivar os verdadeiros propósitos deste herói munido dos
paradigmas elevados e centrados na ação e realização de um rei curado, magnânimo
e abundante em sua criatividade.
Júpiter transitará por Leão até agosto de 2015 e, ao longo deste tempo, irá
criar possibilidades evolutivas para outros signos e respectivos astros ali
localizados, em especial os astros pessoais (Lua, Sol, Mercúrio, Vênus e Marte),
Ascendente e Meio-do-Céu.
Os signos do elemento Fogo (Áries, Leão e Sagitário) serão os que mais
perceberão sua força expansiva e energética, e os portais da sabedoria dos novos
paradigmas serão sinalizados com oportunidades de crescimento e de
auto-confiança.
Em seguinda, os signos do elemento Ar – Gêmeos e Libra – poderão aproveitar
o impulso criativo disponível nas suas ideias e relacionamentos. Aquário, Touro
e Escorpião serão desafiados no seu auto-controle e, unidos à centralização e
entusiasmo de Leão, poderão se deparar com o enigma de sua “esfinge pessoal”.
Regularmente, terão que enfrentar seus leões devoradores internos para
permanecer no equilíbrio entre a ação e a realização, sem exageros ou
compulsões.
sábado, 12 de julho de 2014
As Calcáreas, Temperamentos Hipocráticos e Planetas
Dando
continuidade aos meus estudos e pesquisas na área da Ciência da
Homeopatia sob o olhar astrológico, apresento aqui algumas
correlações que ajudarão o terapeuta e o astrólogo na
identificação da similitude homeopática com as características
dos temperamentos hipocráticos apuradas e representadas pela
qualidade da localização e relevância planetária no mapa de
nascimento do indivíduo.
Os
medicamentos constitucionais da Homeopatia são tratados aqui como
vetores do desenvolvimento humano ao longo de sua existência e de
seus desafios miasmáticos. Percebo que existe uma enorme tendência
da sociedade atual luética-fluórica de catalisar o conhecimento em
algo mais superficial e instantâneo, “alopatizando” a Homeopatia
e emitindo fugazes recomendações de Calcarea carbonica para
emagrecer ou Calcarea phosphorica para uma pessoa com
aparência frágil que está gripada. Mas a Luz Primordial e o
Ativismo Quântico sempre nos convidam a sermos mais lúcidos e
intuitivos, e a observar dos mais variados ângulos que a Natureza
nos permite para, finalmente, promulgarmos alguma espécie de
conclusão, diagnóstico ou julgamento. Conclusão esta que também
deve levar em consideração o princípio hermético da vibração:
“Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.” ou da
não-localidade quântica: não desejo que, ao ler este trabalho,
alguém se classifique ou classifique qualquer pessoa rigidamente em
qualquer das constituições ou temperamentos. Nas mais variadas
vivências aqui na Terra, experienciamos inúmeras doenças em níveis
espirituais, mentais, emocionais e físicos o suficiente para compor
uma complexa morfogênese. A partir do mapa astrológico ou da
dinâmica planetária conseguimos identificar esta complexidade e
compor nossas características temperamentais, tendências e
vulnerabilidades, além do potencial de cura que se inicia pelo
auto-conhecimento. Mas, tudo se move, os planetas e, pela
sincronicidade, nossa onda de possibilidades. Estar atento,
perceptivo para as mudanças é função do observador consciente.
Cura-te a ti mesmo mas, antes, conhece-te a ti mesmo.
- Calcarea carbonica
Temperamento:
Linfático
Planetas:
Lua e Netuno
O
mineral:
O
mineral é oriundo de um animal: trata-se do carbonato de cálcio
extraído pela trituração da camada média da concha de ostras.
Similitudes
e Sincronicidades:
A
ostra, assim como todos os moluscos e crustáceos que dispõem de um
exoesqueleto, representa a necessidade canceriana (caranguejo) de
proteção pelo uso de camadas ou carapaças para se resguardar
contra ameaças externas ao seu interior mole e sensível. Estas
camadas externas são análogas às camadas de gordura na obesidade
mórbida, por exemplo, quando a pessoa não consegue lidar com sua
própria sensibilidade frente às agressões externas, ou é muito
insegura e carente de afeto.
A
Lua – astro regente do signo de Câncer – no nosso mapa de
nascimento representa nossas necessidades, o que precisamos para nos
sentirmos seguros, plenos e confortáveis. Também indica nosso
potencial emocional e o quanto somos, ou não, resistentes à
agressividade e a ataques psíquicos. São as pessoas de temperamento
linfático, ou seja, ultra sensíveis, tomadas por pressentimentos e
carentes de proteção que tendem à passividade e à imobilidade
chegando à apatia: a proeminência da Lua ou de Netuno no mapa de
nascimento potencializa a sensibilidade, a vulnerabilidade emocional
e psíquica podendo torná-las inseguras, lentas nas atitudes e
decisões. Por isto é um medicamento voltado às instabilidades
típicas do temperamento linfático – as defesas do organismo
estarão vulneráveis quando o corpo emocional e mental é vulnerável
a pressentimentos, medos e à angústia que ameaçam seu constante
estado de precaução e prevenção. Em resumo, são indivíduos
altamente vulneráveis às doenças psicossomáticas.
Indivíduos
de constituição carbônica ou temperamento lifático devem ser
analisados e astrodiagnosticados a partir de sua infância,
principalmente mediante sua relação com a figura materna que também
é representada pela localização e aspectos da Lua no seu mapa
natal. Mitologicamente, a maternidade e a proteção são arquétipos
relacionados à deusa Ceres ou Deméter – deusa grego-romana da
fertilidade, maternidade e agricultura. Sua filha, Perséfone, foi
raptada pelo deus dos infernos, Hades ou Plutão, arquétipo
planetário correlacionado ao miasma do luetismo, que destruiu o
paraíso da abundância e proteção de mãe e filha. Isto fez com
que Ceres, em sua melancolia por causa das saudades que sentia,
retirasse os nutrientes e a fertilidade dos campos condenando a
Humanidade à fome. Após a intervenção de Hermes ou Mercúrio,
deus racional e articulador, Perséfone divide seu amor e dedicação
à mãe e ao marido Hades de forma equilibrada e salva a Humanidade
que deve cultivar e produzir no período da primavera/verão quando
Perséfone faz companhia à deusa-mãe; e se precaver com segurança
para o período do outono/inverno, quando Perséfone volta às
profundezas para ficar com o marido.
- Calcarea phosphorica
Temperamentos:
Sanguíneo, Bilioso e Nervoso.
Planetas:
Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano.
O
mineral:
Trata-se
de um sal abundante na Natureza, parte integrante dos tecidos e de
todos os líquidos no nosso organismo, pois sua função está
intimamente ligada à Vida: combina-se com a albumina (“essência
da quintessência”) e participa da dinâmica da produção
sanguínea pela medula óssea. Por isto é uma substância que provê
estrutura e mobilidade.
Similitudes
e Sincronicidades:
O
dinamismo do Phosphorus (a estrela matutina, Vênus, aquele
que traz a luz) pode ser equiparado aos dos mitológicos Prometeu e
Lúcifer. Ambos tiveram a função de iluminar a Humanidade, seja
através do fogo (Prometeu) ou pelo conhecimento do bem e do mal
(Lúcifer), porém ambos tiveram seu castigo por compartilhar
segredos reservados apenas aos deuses. Prometeu foi condenado ao
sofrimento eterno acorrentado a uma colina onde, todas as noites,
recebia a visita de uma águia que devorava seu fígado, mas sua
imortalidade tornava a reconstituir o órgão todos os dias. Lúcifer
foi despejado do céu e acabou sendo conhecido como o “anjo caído”
por se equiparar ou, até mesmo, sobrepujar o divino.
As
pessoas cujo biótipo é fosfórico são comumente longilíneas,
altas na tentativa de alcançar o divino ou o paraíso perdido. São
também sonhadoras e constantemente insatisfeitas em seu
desequilíbrio, pois sentem que perderam algo, que está faltando
alguma coisa, mas não conseguem racionalizar o que é.
A
Luz ou o Conhecimento Supramental representam a mente consciente e a
inteligência trazidas para a Humanidade pelos deuses rebeldes, mas
criativos e representados pelo planeta da liberdade, fraternidade e
igualdade – Urano. Entretanto, esta expansão mental acabou
provocando um sintoma colateral: a dualidade, a contradição, enfim,
as dúvidas. Viver no mundo linfático-carbônico até então exigia
apenas proteção e nutrição. O mundo mental acaba tornando-se
escravo das dualidades e contradições, além de inúmeras torturas
mentais decorrentes que dividiram nosso mundo entre Bem X Mal;
Ciência X Religião nos afastando cada vez mais de nossa essência
espiritual. Este foi o castigo compartilhado por Prometeu e Lúcifer
conosco, mas que estimula-nos ao retorno à Unidade.
A
fraqueza ou a vulnerabilidade dos tipos fosfóricos residem na
dualidade provocada pelo excesso de racionalidade e, frente a
qualquer reprovação ou contradição, eles tendem a reações
extremas: ou se tornam agressivos, violentos no caso dos biliosos que
têm ênfase do Sol e Marte no seu mapa natal; ou acabam se tornando
vítimas da bipolaridade depressão / euforia como seria o caso dos
temperamentos sanguíneos cujos exageros e excessos estão
relacionados à localização e, principalmente, aspectos de seu
Júpiter natal. O temperamento nervoso tende quase que totalmente à
depressão em estado de desequilíbrio e excesso de racionalização
até chegar ao embotamento mental ou deflagrar a demência senil, o
que é bem identificável analisando-se aspectos e signos onde estão
localizados os planetas Saturno e Mercúrio.
Outra
característica dos fosfóricos extremamente racionais é a
dificuldade nos relacionamentos amorosos, explicado também por Carl
G. Jung em sua classificação bastante semelhante a de Hipócrates:
segundo o psicólogo suíço, pessoas que tem versatilidade e
predominância no uso da função Pensamento acabam enfrentando
dificuldades no uso da função Sentimento. Vênus no mapa natal
revela exatamente o potencial de expressão afetiva, de formas e
possibilidades de relacionamento, da conexão com o “outro” e,
dependendo do signo e de aspectos a este planeta, o indivíduo pode
se magoar facilmente ou repetir padrões até decepcionar-se e
isolar-se gradativamente.
Por
isto que a Calcarea phosphorica, além de ser considerada
“onipresente” na Natureza, serve como uma espécie de tônico
especialmente para os tipos fosfóricos de temperamento nervoso.
Entretanto, todos os fosfóricos tendem a necessitar deste precioso
tônico vez por outra pois, além de fisicamente crescerem com
rapidez e na vertical, desgastam fácil e rapidamente sua energia
vital, e querem voltar ao Paraíso ou à Unidade para resolver suas
dualidades e conflitos internos fazendo as pazes com seus deuses
internos. A Calcarea phosphorica está presente onde nós
precisamos de estrutura e organização seja nas construções
mentais para a formação de opiniões para sabermos lidar com as
contradições e reprovações normais da vida, seja nas estruturas
físicas como reestruturadora do sistema ósseo.
- Calcarea fluorica
Planetas:
Sol, Mercúrio, Marte, Saturno, Urano e Plutão.
O
mineral:
Em
estado natural, o “fluor spar” encontra-se em locais profundos da
crosta terrestre, mas no nosso organismo localiza-se em superfícies
como o esmalte dos dentes, o tecido fibroso e a epiderme.
Similitudes
e Sincronicidades:
Os
extremos da localização da substância – profundezas ou
superfícies – demonstram o desafio do indivíduo fluórico:
adaptar a superficialidade das aparências e máscaras com a
profundidade do inconsciente e da verdadeira personalidade. São
pessoas que geralmente nascem com alguma peculiaridade física, algo
diferente – Urano em evidência no mapa natal – que pode ser
visto como desarmônico, assimétrico e, por causa destas
peculiaridades, são celebrados com apelidos (cabeção, saracura,
shrek etc). Eles precisam sair da submissão e servidão às
aparências, aos padrões, valores transitórios, falsos protótipos
vigentes e símbolos de sucesso e realização como beleza física,
riqueza material, poder e status e partirem para o aprofundamento do
seu potencial intelectual e intuitivo para conectarem-se com seu
verdadeiro self quântico. Assim, eles se adaptam ao mundo, ao invés
de enrijecerem fisica e mentalmente pelo temor, resistência e
pessimismo – situações mal contempladas em casos de aspectos
dificultosos entre Saturno-Sol; Saturno-Mercúrio; Saturno-Marte –
que podem desencadear reações auto-destrutivas como aneurismas,
nódulos ou tumores pela tentativa controle extremo, que não
funciona por aspectos de Plutão, cujo arquétipo pessoal é muito
mal compreendido e se transforma no destruidor ao invés do
transformador e curador. O “olhar para dentro” faz dos fluóricos
verdadeiros sábios práticos e experientes destinados ao sucesso e à
realização mais coerente com seu potencial criativo, utilizando seu
intelecto supramental.
Bibliografia:
”O Universo Astrológico dos Quatro Elementos”, André Barbault, Ed. Espaço do Céu
”Retalhos Homeopáticos – Volume I”, Eliete M.M. Fagundes, Ed. EHH
”Homeopatia Metafísica Repertorizada – Vol 2” José Alberto Moreno, Ed. EHH
”Matéria Médica Homeopática Interpretada”, Carlos Brunini e Mario Sergio Giorgi, Robe Editorial
”O Universo Astrológico dos Quatro Elementos”, André Barbault, Ed. Espaço do Céu
”Retalhos Homeopáticos – Volume I”, Eliete M.M. Fagundes, Ed. EHH
”Homeopatia Metafísica Repertorizada – Vol 2” José Alberto Moreno, Ed. EHH
”Matéria Médica Homeopática Interpretada”, Carlos Brunini e Mario Sergio Giorgi, Robe Editorial
terça-feira, 27 de maio de 2014
Astrologia & Homeopatia: Bryonia Alba e a Reclusão na Inércia
“Nas curas se há de sempre ter em mente o
semelhante pelo semelhante (similia similibus curantur), pois nunca se
deve receitar uma planta de Vênus para uma doença de
Saturno.”
'As
Plantas Mágicas – Botânica Oculta' Paracelso
-
Bryonia alba
O vegetal:
Planta trepadeira de origem européia que cresce em bosques.
Utiliza-se a raiz, que é venenosa, para obter-se a tintura mãe.
Gregos e romanos a usavam para o tratamento
contra epilepsia, vertigem, gota, histeria.
Sincronicidades:
Paracelso, além de atribuir Bryonia a
Mercúrio, a indicava para problemas na garganta, peito e ventre. Também afirmava
que a planta afastava raios colocando ramos da mesma nos 4 pontos cardeais do
cômodo.
Assim é o indivíduo que necessita do
medicamento Bryonia alba para se equilibrar: ele busca proteção a qualquer
custo, evita movimentos e mudanças, pois não confia no futuro, não confia na
providência. O receio de que algum raio caia sobre si reflete o medo de ser
objeto de castigo dos deuses. Na mitologia grego-romana, Júpiter ou Zeus – o
deus dos deuses no Olimpo - lançava raios quando estava zangado ou queria
vingar-se de alguém.
Esta planta trepadeira precisa de outra planta
ou sistema biológico para parasitar, assim como o indivíduo também manifesta a
dependência por outra pessoa, por um emprego ou pelo acúmulo de bens materiais,
já que ele não confia na providência ou em um poder mais sutil. O medo do futuro
é consequência da insegurança do presente, ele teme perder o que acumulou.
Precisa viver numa estrutura inerte com a pseudo-sensação de estabilidade. Esta
necessidade de refugiar-se em um “porto seguro” os leva a manter-se em situações
estagnadas com constantes promessas e preparações para o
futuro.
Astrologicamente, pode-se deduzir que pessoas
que necessitam terapeuticamente de Bryonia alba são aquelas que possuem
conflitos no eixo Câncer-Capricórnio ou entre a casa 4 e a casa 10. Câncer e sua
correlação com a 4ª casa astrológica representam o passado, a família, a criação
e o referencial de “lar” para o ser humano. Já Capricórnio e a 10ª casa
representam o futuro, os planos e o reconhecimento pela busca individual do
sucesso. Os signos e as casas fazem parte de arquétipos e situações
complementares – passado e futuro; lar e busca pelo
sucesso.
A presença de astros como o Sol e Júpiter em
Câncer ou na 4ª casa podem causar esta espécie de escapismo nostálgico, pois o
passado foi mais confortável e agradável. Capricórnio, Saturno ou, até mesmo,
Marte na 10ª casa trazem referências de que conquistar um “lugar ao Sol” no
“mundo lá fora” demanda sacrifícios, luta (Marte), paciência e perseverança.
Melhor ficar no seguro e não investir em novas conquistas e em sonhos para o
futuro.
Aqueles que conseguem se movimentar o suficiente para cercar-se de segurança no
nível material, acumulando bens e recursos para prevenirem eventuais desastres
(raios) e fracassos, voltam-se ao materialismo e ao capitalismo – não confiam
nem acreditam na providência, mas na justiça jupiteriana cruel e fatalista. Esta
obsessão por acúmulo por meio do trabalho ou dos negócios é atributo de Saturno
em Touro – o medo da perda faz com que o indivíduo invista em todo o tipo de
símbolo de status e segurança a fim de prevenir-se para o futuro e acaba se
tornando avarento, apegado aos bens e pechinchador, pois sua escala de valores
está corrompida pela sua insegurança.
As manifestações no campo físico do
desequilíbrio de Bryonia alba se concentram na região do chakra laríngeo –
garganta – e nas regiões regidas pelo planeta Mercúrio (Paracelso): sistema
respiratório (tosse) e nervoso (dores agudas
insuportáveis).
O arcano menor do Tarot de Crowley é o que melhor simboliza a personalidade
desequilibrada de Bryonia: ele é regido por Saturno em Touro e significa o apego
excessivo ao mundo sensorial e material a ponto de agarrar-se e imobilizar-se
com o peso do chumbo em alguma estrutura fixa e física. É a total negação da
existência e do primado da Consciência no Universo, a falta de confiança na
providência e em Deus.
Quer ler mais sobre Astrologia & Homeopatia? Acesse: http://www.templodeminerva.com/homeopatia.html
segunda-feira, 28 de abril de 2014
ASTROLOGIA & HOMEOPATIA: BELLADONA E O CONTROLE DE ESCORPIÃO
Belladona, Atropa
Planta do gênero Atropa nativa da Europa, norte da África e Ásia
ocidental. Encontrada em solos úmidos, calcáreos, profundos e ricos em
nitrogênio, pois sua raiz chega a um metro de comprimento. É da família das
solanáceas, arbustos cujos frutos têm a aparência de cerejas escuras que
concentram os alcalóides atropina, hiosciamina e escopolamina. Toda a planta
(semente, raiz, caule, folhas, flores e frutos) é extremamente venenosa.
Entretanto, em dosagem e concentração específicas auxilia o oftalmologista no
exame paralisando e dilatando a íris do olho.
Sincronicidades:
Atropos é uma das três Moiras, deusas da
mitologia grega responsáveis pelo destino humano, tecendo, medindo e cortando o
fio da vida. Clotó representa a lua crescente e é a fiandeira que tece o começo da vida e de sua onda de
possibilidades; Laquésis, a medidora, é a lua cheia que colapsa as
possibilidades em fatos e oportunidades. Já Atropos, a minguante, desfere o
término ao cortar o fio da
vida.
Em 1700, foi Linnaeus quem denominou esta
planta Atropa belladona, pois as mulheres a utilizavam desde a Idade
Média nos olhos para dilatar as pupilas na intenção de se tornarem mais belas
(bella donna = mulher bela). Também na Idade Média, a beladona fazia parte do
“unguento das bruxas” que era aplicado sobre a pele, causando estados alterados
da consciência como alucinações sobre estar voando por lugares surreais e outras
experiências fantásticas. Muitos dos que prepararam o tal unguento acabaram nas
fogueiras da Inquisição.
Paracelso atribuiu à beladona a similitude com
o signo de Escorpião e indica uma fórmula contendo suas folhas secas e
trituradas misturadas ao açafrão e à cânfora como poderoso perfume para
afugentar as “larvas do astral”.
A analogia entre a beladona e Escorpião por
Paracelso define uma das características deste medicamento elaborado a partir da
diluição homeopática do seu princípio ativo cujo efeito é o auto-controle em
surtos de raiva, violência e destruição. As “larvas do astral”, de acordo com
Paracelso, são elementos que afetam a psique ou a alma do indivíduo por meio de
ataques a seu corpo energético ou astral, provocando a mesma perda de controle
por meio de obsessões e alucinações durante estados delirantes. A energia
estável do signo de Escorpião requer compreensão das mais profundas emoções
humanas e a percepção de seu poder de transformação. A sexualidade está inserida
no arquétipo escorpiônico e conduz à percepção do nosso maior poder energético
que é a Kundalini. Sabendo desenvolvê-la, podemos nos tornar conscientes do
nosso propósito de vida e atingi-lo com saúde mental e física. Utilizando este
poder de forma abusiva ou desequilibrada, nos tornamos vítimas de um destino
controlado pelas Moiras e não participamos mais com nosso livre arbítrio. O
extremo das profundas emoções não elaboradas expressam a sombra de Escorpião:
raiva, descontrole e destrutividade.
Também faz parte do arquétipo escorpiônico o
desejo de entender o oculto, o desconhecido, os portais da Morte. Mas, para
isto, o mago em busca deste conhecimento deve recorrer sempre à luz e à
consciência, sem perder-se no meandro da manipulação, dos vícios e enganos que o
levam a queimar no fogo eterno infernal onde ameaçadores cães ou lobos negros o
espreitam – alucinação cuja angústia pelo medo da punição o encaminha a seitas e
religiões extremistas como mecanismo de defesa contra sua força kundalínica mal
processada.
O medo da morte ou da putrefação após a morte
também são características do desequilíbrio de Escorpião que resiste às perdas e
mudanças naturais do ciclo vital assim como o incessante ciclo lunar (Moiras).
Portanto, na prática, o medicamento
homeopático atua no sistema nervoso reduzindo a excitação extrema, alucinações e
delírios violentos com possibilidade de acessos de fúria. O poder do mago que
busca o saber oculto acaba se perdendo e a disciplina aliada ao auto-controle,
dissipadas. Outro fator que leva o mago a perder o controle, pois nem tudo pode
ser manipulado e conduzido conforme sua vontade, é a doença física que também
representa uma situação que o subjuga e limita. Acaba se tornando um “anjo na
saúde” e um “demônio na doença”.
Reações como bater com a cabeça, arrancar os
cabelos ou, até mesmo, apresentar piora nos sintomas mentais por causa de um
simples corte de cabelos envolvem os dois astros regentes de Escorpião: Plutão e
Marte. Quando ambos estão em aspecto conflituoso, tenso e desafiador no mapa
astrológico de nascimento, a tendência é o indivíduo incauto desenvolver reações
impulsivas, repentinas, instintivas, violentas e muito destrutivas e que perdem
o controle ao menor sinal de contrariedades ou algum revés. Podem chegar a
agredir os outros fisicamente, pricipalmente, se o aspecto entre Plutão e Marte
envolver o Ascendente. Marte também é regente do signo de Áries, análogo à
cabeça no corpo físico (sistema nervoso, cabelo, cérebro etc). Irritabilidade,
hipersensibilidade à dor e cefaléia também correlacionam Marte à
beladona.
As amigdalites e outras inflamações na
garganta são consequências do desequilíbrio do chakra laríngeo. A confusão
mental originada por um sistema nervoso em mau funcionamento acarreta problemas
na expressão verbal e na organização mental, principalmente, na expressão de
sentimentos e necessidades que é um assunto intenso e profundo para o signo de
Escorpião. Os problemas na garganta fazem parte apenas da manifestação física de
uma desarmonia ainda maior em níveis mais sutis.
Quer saber mais sobre Astrologia &
Homeopatia? Acesse: http://www.templodeminerva.com/homeopatia.html
segunda-feira, 14 de abril de 2014
LUA CHEIA DE SANGUE E O ECLIPSE DA CONSCIÊNCIA
LUA CHEIA DE SANGUE E O ECLIPSE DA
CONSCIÊNCIA
Abril e suas Possibilidades
O mês dominado pelo signo de Áries está pleno de novas
possibilidades. Possibilidades arianas condizem com começo de novos paradigmas,
lançar-se, experimentar sem receios e apegos.
A “lua sangrenta” (15/4 às 4:43 de Brasília) que prediz o “fim do
mundo” nada mais é do que uma leitura semelhante ao final do calendário maia. O
dia 21/12/2012 passou e ainda estamos aqui. Estamos? Apesar dos alertas maias e
bíblicos, das profecias, agimos com o mesmo automatismo. Todos sabem que estamos
mergulhando em crises dos mais diversos níveis e temas, mas as únicas reações
comuns são o pasmo e a crescente ansiedade. Estamos aqui, mas falta uma parte: a
parte da Consciência e do intelecto supramental.
E esta ansiedade vai crescendo conforme o tempo passa. Há 110 anos no
Cairo, Aleister Crowley canalizou o Livro da Lei que traz promessas de
uma nova era onde a ciência e a religião iriam fundir-se. Alguns anos mais
tarde, no Livro de Thoth, Crowley afirma que a humanidade ainda
vivenciaria 500 anos de trevas durante uma fase transitória até compreender o
paradigma do Novo Aeon, ou da Era de Aquário, cujo primado é da Consciência e a
fusão da nova ciência com a espiritualidade. A partir daí, estaríamos
perceptivos quanto à unicidade de tudo e de todos nós, seres inteligentes em
comunhão com a Natureza.
“Eis porque a ansiedade é um fenômeno humano. Abaixo do homem não
há ansiedade porque não há escolha. Tudo acontece como deve acontecer. Com a
possibilidade da escolha, a ansiedade surge como uma sombra. Tudo tem de ser
escolhido agora, tudo é um esforço consciente. Só você é responsável. Se você
falha, você falha. É sua responsabilidade. Se você é bem-sucedido, é
bem-sucedido. É novamente sua responsabilidade.” (A Psicologia do
Esotérico – Osho)
A ansiedade mórbida é um reflexo muito negativo diante das
possibilidades das representações arquetípicas que abril nos traz. Transformar
esta ansiedade em energia ariana ou cardinal é a saída criativa que nosso
intelecto superior unido à nossa percepção intuitiva é capaz de
colapsar.
A energia ariana ou cardinal já está sendo estimulada desde o final
de 2008 com a entrada de Plutão em Capricórnio e foi amplificada com Urano em
Áries desde março de 2011. Os signos cardinais – Áries, Câncer, Libra e
Capricórnio - simbolizam a ruptura criativa que desencadeia mudanças do
“status quo”. Quando o Sol começa a transitar por eles, a Terra
vivencia o começo de um novo ciclo, uma nova estação do ano que é demarcada
pelos solstícios e equinócios.
A “cruz” formada no céu por oposições e quadraturas que terá seu
auge, ou seja, a exatidão dos ângulos de seus aspectos entre os dias 22 e 23 de
abril próximos envolverá os signos cardinais (Urano em Áries, Júpiter em Câncer,
Marte em Libra e Plutão em Capricórnio) sugerindo a necessidade urgente de
rupturas de condicionamentos, quebras de paradigmas, abandono da zona de
conforto automatizada para que os conflitos internos e externos evoluam em
liberdade, individualidade e resolvam-se em comunhão.
A libertação do padrão de constante ansiedade sobre o que vai
acontecer no futuro vai gerar mais energia para a busca da verdadeira
individualidade de cada um de nós. Sairemos do padrão caótico para nos unirmos
aos outros e à Natureza em perfeita comunhão unicista, onde não há divisão nem
conflitos como entre religião e ciência cujo distanciamento pendular só vem
trazendo-nos prejuízos como guerras, destruição de recursos naturais e novas e
mais resistentes doenças.
“ O homem tornou-se consciente. De certa forma ele transcendeu a
Natureza. Agora, a Natureza não pode fazer nada, o último produto que era
possível através da evolução natural veio a ser. Agora o homem torna-se livre
para decidir se evolui ou não evolui.” (A Psicologia do Esotérico –
Osho).
As corporações, os governos e os meios de comunicação não estão
colaborando. Até mesmo alguns canais supostamente “espiritualistas e proféticos”
apenas estão colaborando com a síndrome catastrofista e com a ansiedade apática.
O interesse daqueles que precisam alimentar a matrix é que todos nós
permaneçamos no medo e na letargia, nos rendendo à normose, ou seja, à
uniformidade comportamental descrita por verdadeiros e iluminados profetas como
Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo e George Orwell em 1984,
também ilustrado no fabuloso filme The Wall do
Pink Floyd. Uma realidade onde obras como estas são quase esquecidas ou
deturpadas pelo veículo mais poderoso e hipnótico do nosso país em programas
como Big Brother, o auge da diversão escatológica e inútil, devem nos
alarmar! A normose automatizada é uma das “sombras” da Era de Aquário. Mas o
alarme e a ansiedade não irão resolver muita coisa, cabe a cada um de nós buscar
nossa individualidade, fazer nossa parte pois senão a “Nova Era” será apenas uma
promessa distante e irreal.
Como disse Amit Goswami em uma de suas aulas, se a
humanidade não despertar para a Consciência, o caos irá sobrevir. “Quem sabe faz
a hora, não espera acontecer”. A exemplo dos signos cardinais, que estão
presentes em nossa mandala astrológica e os arquétipos, em nossos corpos de
manifestação: vamos acordar, fazer a hora e fazer acontecer?
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